terça-feira, 20 de outubro de 2015

O reator nuclear pré-histórico no Gabão, na África



Quando foi confirmado que o urânio parecia eliminação de reação nuclear, pesquisadores de todo o mundo viajaram para estudar o local, na república do Gabão (Damien Meyer/AFP/Getty Images)

É possível que um acidente geológico resultou em reatores nucleares ‘naturais’ melhores equipados do que os reatores existentes hoje? Na África, em uma montanha há rejeitos de urânio. Depósitos que sugerem a existência de uma civilização avançada hà 2 bilhões de anos atrás.





Chamado de ‘monstro atômico’, em todo o mundo não houve maior produtor de energia nuclear e mais eficiente. Paredes com ângulos inclinados, isolamento para o lixo nuclear e a melhor refrigeração que a engenharia poderia desenvolver. Ele tinha uma estrutura bem concebida que poderia tê-lo mantido para sempre.

Assim, após o período da ‘grande destruição’, muitas civilizações posteriores tentaram explorar o que restava do ‘monstro’ para voltar aos dias de glória.

Mas o prédio foi muito dilapidado e o sistema de reciclagem de urânio já não funcionava. Finalmente, ao longo dos milênios, as paredes e os canais de refrigeração foram oxidados, corroídos e acabaram sendo confundidos com a montanha que antigamente os havia abrigado. Milhões de anos mais tarde, o único remanescente de uma tecnologia de construção que existia naquele lugar era o material empobrecido, o resto do reator estava irreconhecível.

 
Este cenário de ficção não poderia ter sido muito diferente do real, quando você considerar que para muitos cientistas a existência de um ‘reator nuclear no Gabão’, um depósito de urânio gigante encontrado na África na década de setenta, é um fenômeno que nunca poderia ter acontecido naturalmente.

 
A partir de uma idade aproximada de 2 bilhões de anos, Oklo mina na República do Gabão, saltou à luz internacional quando uma empresa francesa descobriu que seu urânio tinha sido extraído e utilizado.

 
Depois de analisar amostras da mina, os técnicos Tricastin Usina Nuclear descobriram que o mineral não seria bom para fins industriais. Suspeitando uma possível fraude por parte da empresa que exportava urânio, Tricastin Central decidiu investigar a razão das mostras de urânio normais serem aproximadamente 0,7% de material utilizável, enquanto que o Oklo apenas aproximados de 0,3%. Quando foi confirmado que o material parecia eliminação de reação nuclear, pesquisadores de todo o mundo viajaram para estudar o local.

 
Depois de uma exaustiva análise química e geológica, os cientistas por unanimidade chegaram a uma conclusão assustadora: as minas de urânio no Gabão não poderiam ter sido outra coisa além de um reator de 35 mil km², o qual iniciou o seu trabalho 2 bilhões de anos atrás e manteve-se em operação durante outros 500 mil anos.

 
Estes números assombrosos levaram muitos especialistas a quebrar suas cabeças pensando em uma possível explicação. Mas 40 anos depois, o caso das minas de Gabão ainda desperta-lhes as mesmas perguntas que tinham no início. O que ou quem estava usando a energia nuclear antes de qualquer civilização pisara na Terra? Como eles projetaram um complexo de reatores tão grande? Como foram mantidos em operação por tanto tempo? 

 
A explicação implausível
Em um esforço para explicar a origem do reator, os cientistas se voltaram para uma velha teoria do químico japonês Kazuo Kuroda, que anos antes tinha sido ridicularizada depois de postular sua teoria.

 
Kuroda disse que uma reação nuclear poderia ocorrer sem que a mão do homem intervenha e que a natureza dê uma série de condições essenciais: um depósito de urânio no tamanho certo, um mineral com uma alta proporção de urânio físsil, um elemento que age como moderador na ausência de partículas dissolvidas que impedem a reação.

 
Mas, três das condições de Kuroda eram altamente improváveis. Ainda mais difícil de explicar era como uma reação nuclear natural poderia ter permanecido equilibrada, sem que o núcleo de urânio fosse extinto ou derretesse durante o período de cerca de 500 mil anos.


Por esta razão, os cientistas adicionaram à hipótese de Kuroda um fator final: um ocasional sistema geológico que permitia a entrada de água para os depósitos e da saída do vapor de reação.
 
Estima-se que hà muitos milhões de anos, a proporção de urânio físsil na natureza foi muito mais elevada (cerca de 3% do minério), um evento chave para que a reação suposta possa ter ocorrido. Com base nesse fator, os cientistas propuseram que a cada três horas os depósitos de urânio poderiam ter sido espontaneamente ativados quando inundados com água filtrada as rachaduras, gerando calor e se apagando quando a água, que atuava como moderadora, se evaporava completamente.

 
No entanto, a teoria de Kuroda, a água necessária deveria ter uma boa relação de deutério (água pesada) e deveria estar ausente de qualquer partícula que poderia parar os nêutrons na reação. Poderia água que escoa através das rochas ter essas condições tão excepcionais? Poderia estar na natureza um líquido, que hoje requer um processo de produção elaborado?
 

Engenharia avançada
Após uma série de análise geológica, os pesquisadores descobriram que o reator Oklo ainda manteve uma última surpresa: Os ‘depósitos’ de resíduos adotaram uma disposição tal que apesar de ter passado milhões de anos, a radioatividade não havia escapado fora da mina.

Na verdade, foi calculado que o impacto térmico de reatores operacionais não devem ter passado de uma gama de mais de 40 metros. Cientistas reconhecem a inabilidade de um sistema de resíduo emular tão eficiente. O reator ainda é estudado de modo a conceber novas tecnologias baseadas na sua estrutura.
 
Resumindo, o gigante reator no Gabão foi o melhor já concebido em relação a qualquer reator moderno.
Assim, mesmo que a teoria dos ‘reatores naturais’ seja agora a mais difundida no meio acadêmico, no local de Oklo hà muitas perguntas que ainda aguardam sem serem respondidas.

 
Por que o urânio foi encontrado em depósitos bem delimitados e não por acaso dispersos em toda a Terra? Por que esse fenômeno ocorreu apenas na África e não em outras partes do mundo? Pode coincidentemente as paredes de uma mina formar um desenho de tal modo que nenhuma radioatividade possa migrar para fora da mesma? Mas, acima de tudo, o que exatamente aconteceu no Gabão 2 bilhões de anos atrás?

 
Via https://www.epochtimes.com.br/

Células solares imprimíveis e produzidas em massa entram no mercado e podem mudar tudo


Especialistas em energia solar australianos que compõem o Victorian Organic Solar Cell Consortium, desenvolveram e começaram a comercializar células solares que são criadas com uma impressora 3D.





O grupo, constituído por cientistas do CSIRO, da Universidade de Melbourne e Universidade Monash têm trabalhado na tecnologia por mais de sete anos e descobriram uma maneira de imprimir mais barato os painéis no plástico, incluindo smartphones e laptops, permitindo que sejam feitos aparelhos eletrônicos auto-recarregáveis. Eles também são capazes de imprimir diretamente em paredes e janelas usando uma película solar opaca e afirmam que podem alinhar um arranha-céu com painéis, tornando-o eletricamente totalmente auto-suficiente.

"Nós imprimimos em plástico mais ou menos da mesma maneira que imprimimos nossas notas de plástico", disse Fiona Scholes, cientista de pesquisa sênior da CSIRO. "Conectar os nossos painéis solares é tão simples como ligar uma bateria. É muito barato. A maneira em que ele se parece e funciona é bastante diferente de telhado solar de silício convencional."

O próximo passo é a criação de um revestimento por pulverização solar para aumentar a energia do painel. "Nós gostaríamos de melhorar a eficiência de painéis solares - precisamos desenvolver tintas solares para gerar mais energia da luz solar," disse Scholes. "Estamos confiantes de que podemos empurrar a tecnologia ainda mais longe nos próximos anos."

Fonte: Minds

Plutão tem Superfície Rica e Luas Estranhas, revela sonda da NASA


A revista Science publicou o primeiro artigo científico apresentando detalhes das informações iniciais de Plutão recolhidas pela sonda espacial New Horizons.

A NASA vem divulgando algumas imagens ao longo das últimas semanas, mas esta é a primeira vez que dados detalhados são divulgados.



As cores foram reforçadas por computador para ilustrar as diferenças na composição e na textura da superfície de Plutão.[Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]
 
Riqueza distante
Lembrando que, devido à distância e à pouca energia disponível a bordo, a sonda New Horizons possui uma conexão muito lenta com a Terra, o que significa que somente em meados do ano que vem todos os dados coletados pela sonda durante o sobrevoo a Plutão chegarão às mãos dos cientistas.

Mas esses dados preliminares já foram suficientes para revelar que Plutão é um corpo celeste com uma diversidade impressionante, muito mais rica do que o eventualmente chato e sem graça "bloco de rocha gelado nos confins do Cinturão de Kuiper" que alguns já usaram para descrevê-lo.

Luas de Plutão
A começar pelos satélites de Plutão, a missão caracterizou o formato, tamanho e direção de rotação de suas cinco luas: a enorme Caronte - ou Charon -, quase do tamanho de Plutão, Nix e Hidra, Stix e Kerberos, descobertas com imagens do telescópio Hubble em 2012.

Os dados praticamente descartam a possibilidade de outras luas ou, pelo menos, satélites com dimensões suficientes para serem classificados como luas.

Nix e Hidra surpreenderam, primeiro por revelarem, juntamente com Plutão, indicações de gelo de água. Elas também apresentam uma superfície surpreendentemente brilhante, sendo que se esperava que vários processos tivessem escurecido as luas.
 


Os sinais que parecem ser gelo de água em Plutão, marcados em azul, ficam a oeste do "coração" do planeta. [Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]

Ainda está por ser esclarecido o complexo comportamento das órbitas das cinco luas, que dá suporte ao conceito de que Plutão poderia ser classificado como um sistema binário, juntamente com sua lua Caronte. A isso se soma o fato de que a New Horizons mostrou que o diâmetro de Plutão é menor do que se calculava - 2.360 km -, o que significa que sua densidade deve ser maior e, portanto, mais próxima à de Caronte.

"Nós acreditamos que Nix e Hidra estejam girando realmente muito rápido, e girando de uma forma estranha, podendo ser as únicas luas regulares, no sentido de satélites que estejam próximos de seus planetas hospedeiros, que nem sempre apontam a mesma face para o seu hospedeiro," disse Douglas Hamilton, membro da equipe.

Os dados confirmaram que Nix e Hidra têm dimensões similares - respectivamente, 48 km por 32 km e 43 km por 32 km - e que a composição superficial de ambas é semelhante. Dados do instrumento LEISA, um espectrômetro na faixa do infravermelho próximo, que ainda serão transmitidos à Terra, deverão dar maiores informações sobre essa composição.

Cores de Plutão
A grande surpresa com Plutão, além do coração no seu hemisfério Sul, veio com uma grande diversidade de cores e brilhos ao longo de sua superfície.

Podem ser vistas desde regiões escuras e avermelhadas na região do equador, até regiões brilhantes e azuladas nas latitudes mais altas - o colorido só é interrompido pelo "coração de Plutão".
 


 
Outra surpresa revelada recentemente é que Plutão tem uma atmosfera rarefeita, mas com um leve tom azulado. [Imagem: NASA/JHUAPL/SwRI]

A oeste do coração há uma região rica em gelos de metano e de monóxido de carbono, enquanto as regiões equatoriais mais escuras parecem não ter quase nenhum gelo volátil. As regiões avermelhadas têm indícios fortes de gelo de água em Plutão, mas a confirmação dependerá de novos dados.

"Gelo de água é um novo elemento que nós deveremos considerar conforme tentamos juntar as peças da complexa composição superficial de Plutão," disse Silvia Protopapa, membro da equipe do instrumento LEISA.

A região contendo nitrogênio congelado é interessante porque não apresenta nenhuma cratera de impacto, levando os astrofísicos a calcularem que a formação tem menos de 100 milhões de anos de idade.

Se todos esses gelos se confirmarem, a região pode ter verdadeiras geleiras se deslocando pela superfície, uma vez que, nas temperaturas de Plutão - uma média de -230º C -, o nitrogênio se congela em uma substância mole, sobre a qual o gelo de água pode escorregar facilmente.

As cores vermelhas indicam a presença de compostos orgânicos conhecidos como tolinas, que resultam da irradiação de misturas de metano, nitrogênio e monóxido de carbono.

No entanto, os pesquisadores afirmam ainda não entender a relação entre o gelo de água e as tolinas na superfície de Plutão, sobretudo por que o gelo de água aparece especificamente no lugar indicado pelos dados - mas não em outros lugares - e quais tipos de tolinas estão presentes.


Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica

Bibliografia: The Pluto system: Initial results from its exploration by New Horizons S.A.Stern et al.Science Vol.: 350 no. 6258 DOI: 10.1126/science.aad1815

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Nove buracos naturais fascinantes do Planeta Terra



Quando tudo o que você mais quer na vida é ter uma piscina no lugar da sua cama, principalmente depois desse calorão todo, vale lembrar que nosso planeta está cheio de belezas naturais que, além de encantadoras, parecem cenários ideais para dias de alta temperatura. Nem todos eles, porém, são recomendados para banhos, mas mesmo assim valem a pena pela vista que, por si só, já refresca.

Este post vai falar particularmente de buracos naturais e sumidouros incríveis espalhados pelo planeta. Confira esses lugares mágicos e depois nos conte qual deles é seu favorito:

 
1 – Dean’s Blue Hole, Bahamas

Fonte da imagem: Reprodução/Theworldgeography

Talvez não seja uma boa ideia mergulhar nesse local, que, apesar de lindo, pode ser muito perigoso. Por que tanto perigo? Pela profundidade. Estamos falando do buraco natural mais fundo do mundo, com 202 metros de profundidade – mais ou menos a altura de um prédio de 67 andares. O buraco fica na baía de Clarence Town.
 
2 – Lago Vermelho, Croácia

Fonte da imagem: Reprodução/Theworldgeography

Localizado próximo à cidade de Imotski, na Croácia, o Lago Vermelho é conhecido por suas imensas cavernas e penhascos. Só para você ter ideia, do lago até o topo da caverna que o cerca são 241 metros. O volume do buraco é de aproximadamente 30 milhões de metros cúbicos, característica que justifica o fato de esse ser o terceiro maior sumidouro do mundo.
 
3 – Morning Glory Pool, Wyoming, EUA

Fonte da imagem: Reprodução/Theworldgeography

Essa belíssima piscina termal (foto de capa) fica no parque Yellowstone, e indo até lá você pode ver a beleza dessas águas bem de perto. A profundidade é de quatro metros, e a cor diferente do lago se dá devido à presença de uma bactéria que vive nele.
 
4 – Balaa, Líbano

 
Fonte da imagem: Reprodução/Theworldgeography

Esse sumidouro no Norte do Líbano fica ao fundo de uma caverna de 250 metros. Como se o local não fosse lindo o suficiente, há uma cachoeira de presente, criando o visual incrível que você pode ver na foto acima.
 
5 – Bimmah, Omã

Fonte da imagem: Reprodução/Theworldgeography

O país árabe tem um belíssimo sumidouro, que conta com um túnel subaquático responsável pela conexão das águas do buraco com as do mar. É permitido mergulhar nesse buraco, mas, como sempre, toda a atenção é pouca. O local fica a 6 km de Dibab.
 
6 – The Great Blue Hole, Belize

Fonte da imagem: Reprodução/Theworldgeography

O imenso sumidouro submarino fica localizado a 70 km da Cidade de Belize. O buraco tem 124 metros de profundidade, 300 de diâmetro e é considerado patrimônio mundial pela Unesco.
 
7 – Buraco de Kimberley, África do Sul

Fonte da imagem: Reprodução/Theworldgeography

É difícil de acreditar, mas esse buraco foi construído por homens, e não pela natureza, como todos os outros. Kimberley é conhecida como a capital mundial da indústria de diamantes – é por causa de escavações à procura das pedrinhas de carbono que o “Big Hole” – ou “Buraco Grande”, em uma tradução livre – foi cavado e atingiu a impressionante marca de 1,1 km de profundidade.

Foram retirados 28 milhões de toneladas de poeira do local escavado, resultando em uma produção de 14,5 milhões de quilates de diamantes. Isso tudo resultou no que é considerado hoje o maior buraco feito por humanos em todo o mundo. Aqui foi encontrado o diamante Estrela da África, de 83,5 quilates.
 
8 – Zacatón, México

Fonte da imagem: Reprodução/Theworldgeography

As águas termais de Zacatón formam o sumidouro mais fundo de todo o planeta, com 339 metros de profundidade.
 
9 – Ik Kil, México

Fonte da imagem: Reprodução/Theworldgeography

O buraco natural fica localizado em Tinúm, Yucatán, no México, e faz parte do Parque Arqueológico Ik Kil, onde o visitante conta com passeios turísticos de ônibus e até opções de mergulho. Para chegar às águas, você vai precisar descer um paredão de 26 metros – mas não se preocupe, o local é equipado com uma escada.

O buraco conta com pequenas cachoeiras formadas pelas folhas que descem até as águas. Além disso, há diversos bagres negros que vão nadar ao seu lado no sumidouro.
 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Criado o primeiro Memcomputador - a era do Exterminador do Futuro estaria começando?


O Memcomputador

Pesquisadores norte-americanos e italianos construíram o primeiro "memcomputador", uma nova arquitetura computacional que lembra mais a forma como funciona o cérebro humano.

Na arquitetura dos computadores atuais, conhecida como paradigma de Turing, o armazenamento (memória) e o processamento (CPU) dos dados são feitos em áreas distintas, o que exige o transporte constante desses dados de um lado para o outro.


Vista geral do memcomputador, incluindo os seis memprocessadores, os osciloscópios e demais aparelhos necessários para inserir os dados e ler os resultados. [Imagem: Traversa et al. - 10.1126/sciadv.1500031]


No memcomputador tudo é feito no mesmo lugar, com um ganho exponencial de velocidade.

Isto é possível porque, em lugar dos transistores dos computadores atuais, o memcomputador usa memristores, componentes eletrônicos que conseguem guardar dados e podem ser usados para cálculos, tudo simultaneamente. Cada memristor consegue se lembrar da corrente elétrica que o atravessou alterando sua própria resistência, de modo que o dado é mantido na memória ao mesmo tempo que o componente está sendo usado para fazer os cálculos.

Memcomputação

"A memcomputação é um novo paradigma 'não-Turing' de computação que utiliza células de memória interagentes (memprocessadores) para armazenar e processar informações na mesma plataforma física," explica a equipe.

"Foi recentemente provado matematicamente que os memcomputadores têm o mesmo poder computacional das máquinas de Turing não determinísticas. Portanto, elas podem resolver problemas NP-completos em tempo polinomial e, usando a arquitetura apropriada, com recursos que só crescem polinomialmente com o tamanho da entrada," acrescentam.

O "problema NP-completo" a que se referem os pesquisadores pode ser entendido, de forma simplificada, pela questão: "Dado um conjunto de números inteiros, existe ao menos um subconjunto não vazio cuja soma seja zero?" 
 


Memprocessador - o protótipo usa seis unidades iguais a essa. [Imagem: Traversa et al. - 10.1126/sciadv.1500031]

Desempenho do memcomputador

Nos computadores eletrônicos atuais, a solução desse problema exige que cada número seja levado da memória ao processador e somado com cada um dos outros. Se seu conjunto tem 1 milhão de números, cada número será comparado 1 milhão de vezes, o que dará 1 trilhão de viagens entre o processador e a memória.

O memcomputador, por sua vez, cria uma espécie de labirinto para a eletricidade através de toda a malha de memristores. Nesse labirinto, cada entrada representa um número do conjunto original, enquanto as saídas representam cada um dos números com os quais ele deve ser comparado. Além disso, a eletricidade só flui pelo circuito através de combinações específicas - combinações que deem uma soma determinada.

Desta forma, pegando um número, o memcomputador faz todas as suas combinações com os demais em uma única rodada do seu "labirinto elétrico". Assim, no mesmo exemplo anterior, com um conjunto de 1 milhão de números, o memcomputador precisará de apenas 1 milhão de rodadas, contra 1 trilhão dos computadores atuais.

Transformando isso em tempo, se as duas arquiteturas levarem um segundo para fazer cada cálculo, o memcomputador resolverá o problema em 11,5 dias, enquanto os computadores atuais levarão 31.700 anos.

Ruído e correção de erro

O memcomputador usa seis memprocessadores, cada um construído em sua própria placa de circuito impresso. Embora não deem detalhes sobre os memristores propriamente ditos, a equipe afirma que todo o circuito foi construído com técnicas da microeletrônica tradicional, disponíveis na maioria dos laboratórios.

Mas, é claro, nem tudo está pronto para mudar o mundo da computação e da informática - e nem para dispensar as pesquisas com os computadores quânticos.

Os pesquisadores relatam que o memcomputador sofre de uma anomalia congênita: uma forte perda de dados. O labirinto criado ao longo da matriz de memristores degrada-se com a distância, tornando difícil separar o dado do ruído introduzido pelo ambiente. Mas, segundo eles, isto poderá ser corrigido com o desenvolvimento de códigos de correção de erros adequados.

"Vale a pena notar que os algoritmos de computação quântica também exigem necessariamente códigos de correção de erros para a sua implementação prática por causa de várias fontes inevitáveis de ruído," compara a equipe. Bibliografia:

Fonte: Memcomputing NP-complete problems in polynomial time using polynomial resources and collective states
Fabio Lorenzo Traversa, Chiara Ramella, Fabrizio Bonani, Massimiliano Di Ventra
Science Advances
Vol.: 1, no. 6, e1500031
DOI: 10.1126/sciadv.1500031

sexta-feira, 24 de julho de 2015

CIENTISTAS DA NASA ENCONTRAM UM PLANETA PRIMO DA TERRA COM 18.000 KM DE DIÂMETRO


Cientistas usando dados da missão "Sonda kepler" confirmaram o primeiro planeta perto da Terra, em órbita na zona habitável de um sol/estrela. A zona habitável é a região em torno de uma estrela onde as temperaturas dão direito à água de existir na sua forma líquida.

O conceito artístico compara terra (esquerda) para o novo, chamado Planeta Kepler-452 b, que é cerca de 60 % maior.
 
 
A ilustração representa uma provável representação de kepler-452 b.   Os cientistas ainda não sabem no planeta existem oceanos e continentes como na Terra.

Os planetas em órbita da estrela, possuem as mesmas temperaturas do nosso sistema solar, mas no entanto, ela tem 6 bilhões de anos de idade, ou seja, ela é 1,5 bilhões de anos mais velha que o nosso sol. 
 
Como estrelas mais velhas ficam sempre maiores, mais quentes e mais brilhantes, Kepler-452 b parece ser bem maior e mais brilhante.

Imagem/Créditos: Nasa ames / Jpl-Caltech / t. Pyle e w. Stenzel

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Cientistas dinamarqueses inventam cristal que permite respirar eternamente embaixo d’água


Já imaginou poder respirar indefinidamente sob a água, ao melhor estilo homem aquático, sem o uso de tanques ou qualquer aparato de respiração complexo? Se dependermos dos cientistas dinamarqueses, esse sonho da infância já pode ser realidade. Graças a um material cristalino, apelidado de “Cristal do Aquaman”, é possível extrair oxigênio da água em tempo real, sem consumo de materiais, incluindo o próprio cristal, que é necessário em quantidades mínimas para o processo.


 
O artefato funciona com o cobalto, que age como um filtro para as partículas de água, dissociando o oxigênio do hidrogênio, Além disso, sua capacidade de armazenamento é gigantesca, em especial sob alta pressão, como o fundo do mar. Apesar do tamanho, também, pela alta concentração de oxigênio, apenas uma colher de chá desses cristais seria equivalente ao oxigênio de 3 tubos pressurizados, ou o suficiente pra sugar todo o oxigênio de um quarto. Cristais de cobalto, puro, têm essa aparência (não há foto dos cristais do Aquaman na internet.

Além do uso para esportes e recreação, também haverá uso medicinal para a invenção, que possibilitará idosos e pessoas com problemas respiratórios a melhorar seus níveis de respiração e sair de casa sem precisar carregar um tanque e uma máscara para cima e para baixo, algo que com certeza gera desconforto para essas pessoas.

De acordo com a professora Christine McKenzie, por trás da descoberta, “esse mecanismo é bastante conhecido por todas as criaturas terrestres que respiram: humanos e várias outras espécies usam ferro, enquanto crustáceos, aranhas e outros pequenos animais usam cobre. Pequenas quantidades de metais são essenciais para a absorção de oxigênio, então não é tão surpreendente assim ver esse efeito em nosso novo material”, afirma.

Fonte: Science Daily
via: http://smpquestione.blogspot.com.br/2015/07/cientistas-dinamarqueses-inventam.html

AS SETE LEIS HERMÉTICAS





1 – A LEI DO MENTALISMO

“O Todo é Mente; o Universo é mental.” (O Caibalion)

O universo funciona como um grande pensamento divino. É a mente de um Ser Superior que “pensa” e assim, tudo existe. É o Todo. Toda a criação principiou como uma idéia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.

O Universo e toda a matéria são como os neurônios de uma grande mente, um universo consciente e que “pensa”. Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contém todo o conhecimento.

2 – A LEI DA CORRESPONDÊNCIA

“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima” (O Caibalion)

Essa lei nos lembra que vivemos em mais que um mundo.

Vivemos nas coordenadas do espaço físico, mas também vivemos em um mundo sem espaço e sem tempo.

A perspectiva muda de acordo com o referencial. A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta.

O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas.

Por isso estudamos o universo: para aprender mais sobre nós mesmos. Na menor partícula existe toda a informação do Universo.

3 – A LEI DA VIBRAÇÃO

“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”.

No universo todo movimento é vibratório. O todo se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.

Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia.

Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo está em movimento.

A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento e ritmo.

4 – A LEI DA POLARIDADE

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados”
(O Caibalion)

A polaridade revela a dualidade, os opostos representam a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, tudo é dual, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza.

O pólo positivo (+) e o negativo (-) da corrente elétrica são uma mera convenção. Energia negativa (-) é tão “boa” ou “má” quanto energia positiva (+).

Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.

5 – A LEI DO RITMO

“Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação”.

Pode se dizer que o princípio é manifestado pela criação e pela destruição. É o ritmo da ascensão e da queda, da conversão de energia cinética para potencial e da energia potencial para energia cinética. Os opostos se movem em círculos.

É a expansão até chegar o ponto máximo, e depois que atingir sua maior força, se torna massa inerte, recomeçando novamente um novo ciclo, dessa vez em um sentido inverso.

Tudo está em movimento, a realidade compõe-se de opostos. A lei do ritmo assegura que cada ciclo busque sua complementação. As coisas avançam e recuam, sobem e descem. Mas também giram em círculos e em espirais ascendentes e descendentes.

6 – A LEI DO GÊNERO

“O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação”.

Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico. Nada é 100% masculino ou feminino, mas sim um balanceamento desses gêneros.

Existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de “ying” e de “yang”. Nenhum dos dois pólos é capaz de criar sem o outro. É a manifestação do desejo materno com o desejo paterno.

É uma importante aplicação da lei da polaridade. É semelhante ao principio animas – animus de Carl Jung ou seja, que cada pessoa contém aspectos masculinos e femininos, independente do seu gênero físico. Nenhum ser humano é 100% masculino ou 100% feminino.

7 – A LEI DE CAUSA E EFEITO

“Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei”.

Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.

Para todo efeito existe uma causa, e que toda causa é, por sua vez, um efeito de alguma outra causa.

Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos.

No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como karma.

Pesquisadores encontram restos de crânio com mais de 400 mil anos


A equipe de pesquisadores do sítio arqueológico da cidade de Atapuerca, na Espanha, localizou vários restos de crânio de hominídeo cuja antiguidade é calculada em aproximadamente 430 mil anos.
 
Um dos diretores das escavações, Juan Luis Arsuaga, explicou nesta quarta-feira que parte dos fragmentos servirão para completar alguns dos 17 crânios "que estão sendo montados" com os achados dos últimos anos nessa mesma região.
 
Assista: http://www.msn.com/pt-br/noticias/videos/pesquisadores-encontram-restos-de-crânio-de-hominídeo-de-mais-de-400-mil-anos/vi-AAdlsVU?ocid=mailsignout

terça-feira, 21 de julho de 2015

FOX NEWS AVISA: UM MEGATERREMOTO DESTRUIRÁ A COSTA DO PACÍFICO NOS EUA


Programa “Shepard Smith Reporting” emitido pela Fox News alertando para um iminente megaterremoto de 9.2 na escala Richter que destruiria a costa do Pacífico nos EUA.





O apresentador pede que as pessoas deixem a região e se preparem para o megaterremoto e tsunami, que segundo os cientistas, não é uma questão de “se”, mas de “quando” ocorrerão.

 A fonte da informação utilizada pelo programa é um extenso artigo titulado “The Really Big One“, publicado em 20-07-2015 pelo site The New Yorker, que em seu conteúdo, cita um relatório oficial da FEMA. No relatório consta que tudo a oeste dos EUA será destruído pelo sismo e em seguida por um grande tsunami.