domingo, 3 de março de 2013

Profecias das "Santas"? Vinda do Anticristo? Crise da Igreja Católica?




Santa Hildegarda profetizou a vinda do Anticristo como resultado de uma revolta universal na Igreja e na sociedade. Ela profetizou muitas coisas: descreveu a situação do tempo dela e fez profecias até o Anticristo, e isto tudo documentado com milagres.


A Providência quis que ela profetizasse porque se os homens tivessem tomado a sério o anúncio da Revolução, esta podia não ter vindo.

O profeta adverte para evitar o castigo, para evitar o precipício. Ele é a voz da Providência afastando do desvio, e ao mesmo tempo anunciando o castigo se os desvios não forem evitados.

Então ela profetizou até o Anticristo. Aqui vem então a explicação do igualitarismo, que é uma das fontes da Revolução anticristã, junto com a sensualidade.

O orgulho naturalmente produz o igualitarismo. E Santa Hildegarda fala de prelados. Mas prelado na linguagem da Idade Média, e que se conservou até certo ponto na linguagem eclesiástica, prelado não era só eclesiástico.

Etimologicamente, a palavra prelado quer dizer aqueles que estão na frente, que foram selecionados, os principais.
Os prelados espirituais são os principais dentre o clero, e os prelados temporais são os principais dentre a sociedade civil, portanto os nobres e alguns elementos da alta burguesia.

Então, Santa Hildegarda fala do espírito igualitário voltado contra todas as desigualdades eclesiásticas e civis.


Ela denuncia que haveria de vir a revolta protestante contra as desigualdades eclesiásticas e a Revolução Francesa contra as desigualdades civis.

“A santa anunciava uma época difícil, cujos primeiros sinais já se manifestavam”, escreve o Pe. Rohrbacher.

Evidentemente é toda uma Revolução que ela descreve com estas características: “os vales queixam-se das montanhas, as montanhas tombam sobre os vales”.

É, portanto, uma crise completa, porque se as montanhas e os vales estão em revolta e as montanhas ruem, é um abalo universal. Precisamente como há o abalo universal na Revolução.

Continua: “Porque os súditos não sentem mais o temor de Deus, estão como que impacientes para subir aos cumes das montanhas, para acusarem os prelados, ao invés de acusarem os próprios pecados”.

É a revolta dos que estão embaixo. Porque eles não têm mais temor de Deus, não gostam de estar embaixo e querem ser os maiores.

Esta é a razão profundamente religiosa e moral da Revolução. É uma diminuição do temor de Deus, que produz o espírito de revolta igualitária.

Depois continua: “Dizem: sou mais adequado do que eles para superior”. Não é bem Revolução Francesa? O sufrágio universal, o povo que diz: nós mandamos melhor do que os nobres. Vamos organizar eleições. Não são mais os nobres que governam, mas é todo o mundo, o Zé Padeiro, o Zé Carniceiro, tem sua opinião a fazer para as eleições.


Bem: “Denigram… – quer dizer, falam mal de tudo quanto os superiores fazem – “por inveja” e por igualitarismo: “por ódio à superioridade”. Quer dizer: ódio à desigualdade enquanto desigualdade. Não pode ser mais claro.

“Assemelham-se a um insensato que, invés de limpar suas roupas sujas, nada faz a não ser observar de que cor é a roupa do próximo”. Quer dizer, as pessoas do povo têm uma má vida, e em vez de se corrigir começam a apontar a má vida dos que estão em cima.

Depois continua: “As próprias montanhas” – isto é, os prelados, quer dizer, os nobres, os clérigos e os burgueses –, “em lugar de elevarem continuamente a comunicações íntimas com Deus, a fim de cada vez mais se transformarem na luz do mundo, descuidam-se e obscurecem-se”. É o entibiamento da nobreza e do clero.

A nobreza e o clero devem ter um espírito elevado. O próprio do nobre é ser uma tocha de sublimidade em todos os ambientes onde ele está. Elevar os costumes, elevar a arte, elevar o ambiente, com vistas a Deus, com uma finalidade fundamentalmente religiosa.

Mas Santa Hildegarda denuncia seu entibiamento de um modo bem expresso: “descuidam-se de se elevar, e se obscurecem”.

O mau católico descuida de elevar seu pensamento. Ele gosta de conversar banalidades, estrada, futebol, mas das coisas elevadas não gosta. Nessa recusa começa o obscurecimento na alma. A luz da graça vai se apagando. E isto Santa Hildegarda denuncia.

Bem, “daí a sombra e a perturbação que reina nas ordens superiores”; a inveja dos inferiores e a própria maldade dos inferiores resulta do relaxamento dos superiores. Isto é profundamente arquitetônico: se os pastores espirituais e temporais se descuidam, a grei cai.

“E porque vós, grande Pastor e Vigário de Cristo, deveis buscar luz para as montanhas e conter os vales”: quer dizer, é tarefa do papa chamar o clero, chamar a nobreza, reprimir, comunicar a luz e conter os vales. Em vez de fazer revolução social, em vez de estar falando de justiça social em termos imprudentes, conter a Revolução. Esta é que é a obra do Pastor.

E, então: “dai preceitos aos senhores e disciplinas aos súditos”.

O profeta Isaías diz: “O pai que poupa a vara a filho, odeia seu filho”. Conter é isto: é meter medo; depois vem o carinho, depois vem o apoio. Greves, revoltas, etc., primeiro fiquem quietos e acabem com a greve, e se ponham em paz. Depois eu vou atender, vou ver o que é que há. Mas nessa atmosfera, não! Assim não tem conversa.

“O Soberano Juiz recomenda-vos que condenais e repilais de junto de vós os tiranos importunos e ímpios, no temor de que, para vossa grande confusão, eles se imiscuam na vossa sociedade”.

Quer dizer, tiranos e ímpios devem ser expulsos de junto do Papa, “mas sede compassivo com as desgraças públicas e particulares, pois Deus não desdenha as chagas e as dores daqueles que O temem”. Quer dizer, o Papa que tenha zelo pela Igreja e pela sociedade civil, e não fique de braços cruzados.

Por que Deus quis que ela tivesse essas visões?
Porque o verdadeiro católico tem que ter conhecimento da História. Ele deve saber que sua época é um elo entre o passado e o futuro, e interpretar os acontecimentos de sua época não como acontecendo só hoje, mas como nascidos de mil fatores do passado e gerando mil coisas no futuro.
É um processo, quer dizer, uma coisa que gera outra, que gera outra, que gera outra e outra. Então, para nós conhecermos este processo, veio esta revelação.
Fonte: http://aparicaodelasalette.blogspot.com.br


Santa Hildegarda de Bingen e La Salette: profecias que explicam o momento atual da Igreja

Em discurso por ocasião da troca de votos natalícios com a Cúria Romana, em 20 de dezembro de 2010, S.S.Bento XVI leu para os cardeais e bispos, uma profecia de Santa Hildegarda de Bingen, Doutora da Igreja, como se aplicando à grave crise que hoje atinge à Igreja.

Essa crise tornou-se mais dramática após a renúncia do pontífice em 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes.

A similitude das palavras da santa abadessa medieval com os terríveis anúncios de Nossa Senhora em La Salette entra pelos olhos adentro.

Entretanto, a difusão do Segredo de La Salette ficou interditada, após fortes pressões dos “modernistas” (antecessores dos atuais “progressistas”) que preparavam uma revolução na Igreja.
Se La Salette tivesse sido ouvida quiçá esta crise poderia ter sido evitada.

O leitor poderá comparar e julgar por si próprio.
Eis, em primeiro lugar, a visão da “profetisa do Reno”, Santa Hildegarda de Bingen (1098 — 1179), lida pelo pontífice:


“No ano de 1170 depois do nascimento de Cristo, estive durante longo tempo doente na cama. Então, física e mentalmente acordada, vi uma mulher de uma beleza tal que a mente humana não é capaz de compreender.

“A sua figura erguia-se da terra até ao céu. O seu rosto brilhava com um esplendor sublime. O seu olhar estava voltado para o céu.

“Trajava um vestido luminoso e fulgurante de seda branca e uma manto guarnecido de pedras preciosas. Nos pés, calçava sapatos de ónix.

“Mas o seu rosto estava salpicado de pó, o seu vestido estava rasgado do lado direito. Também o manto perdera a sua beleza singular e os seus sapatos estavam sujos por cima.

“Com voz alta e pesarosa, a mulher gritou para o céu: ‘Escuta, ó céu: o meu rosto está manchado! Aflige-te, ó terra: o meu vestido está rasgado! Treme, ó abismo: os meus sapatos estão sujos!’

“E continuou: ‘Estava escondida no coração do Pai, até que o Filho do Homem, concebido e dado à luz na virgindade, derramou o seu sangue. Com este sangue por seu dote, tomou-me como sua esposa.


“Os estigmas do meu esposo mantêm-se em chaga fresca e aberta, enquanto se abrirem as feridas dos pecados dos homens.

“Este facto de permanecerem abertas as feridas de Cristo é precisamente por culpa dos sacerdotes.

“Estes rasgam o meu vestido, porque são transgressores da Lei, do Evangelho e do seu dever sacerdotal.

“Tiram o esplendor ao meu manto, porque descuidam totalmente os preceitos que lhes são impostos.

“Sujam os meus sapatos, porque não caminham por estradas direitas, isto é, pelas estradas duras e severas da justiça, nem dão bom exemplo aos seus súbditos.

“Em alguns deles, porém, encontro o esplendor da verdade”.

“E ouvi uma voz do céu que dizia:
‘Esta imagem representa a Igreja. Por isso, ó ser humano que vês tudo isto e ouves as palavras de lamentação, anuncia-o aos sacerdotes que estão destinados à guia e à instrução do povo de Deus, tendo-lhes sido dito, como aos apóstolos: ‘Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura’ (Mc 16, 15)’”.

(Fonte: Carta a Werner von Kirchheim e à sua comunidade sacerdotal: PL 197, 269ss, apud Discurso do Papa Bento XVI por ocasião da troca de votos natalícios com a Cúria Romana, segunda-feira, 20 de dezembro de 2010).

Reproduzimos, em segundo lugar, as palavras do Segredo de La Salette, no mesmo sentido:


“Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho!”

“Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo”.

“Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados”.

“Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências. Transformaram-se nessas estrelas errantes, que o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-las perecer”.

“Deus permitirá à velha serpente introduzir divisões entre os que reinam, em todas as sociedades e em todas as famílias. Sofrer-se-ão tormentos físicos e morais”.
“A sociedade está na iminência dos flagelos mais terríveis e dos maiores acontecimentos. Deve-se esperar ser governado por uma chibata de ferro e beber o cálice da cólera de Deus”.


“A Itália será punida, pela ambição de querer sacudir o jugo do Senhor dos Senhores. Será também entregue à guerra, o sangue correrá por todo lado. As igrejas serão fechadas ou profanadas. Os sacerdotes e os religiosos serão expulsos. Serão entregues à morte, e morte cruel. Vários abandonarão a fé, e o número dos sacerdotes e religiosos que se afastarão da verdadeira Religião será grande. Entre essas pessoas encontrar-se-ão até bispos”.

“Que o Papa esteja em alerta contra os fautores de milagres. Pois chegou o tempo em que os prodígios mais inesperados terão lugar sobre a Terra e nos ares.

“Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno. Eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus. Eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos. Várias casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas”.

Fonte: http://aparicaodelasalette.blogspot.com.br

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